Qual a Importância da Automassagem na prática do Kum Nye? | Ensinamento da Semana #4

Este é o quarto post da série Ensinamento da Semana, que a cada 7 dias traz um novo ensinamento budista/da linhagem Nyingma. Neste post, falaremos falaremos um pouco sobre a automassagem, que faz parte da prática do Kum Nye. Aqui falamos muito sobre esse yoga tibetano, mas você sabia que ele conta com técnicas para massagear o próprio corpo e aliviar tensões?

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A prática do Kum Nye integra os sentimentos diretamente com o corpo em vez de encaminhá-los para a mente. A automassagem do Kum Nye estimula esse processo, dissolvendo a tensão acumulada e liberando suavemente a energia sutil que foi congelada por nossas atitudes e conceitos fixos. Essa energia liberada transforma-se na experiência do sentir, que então preenche todas as células do corpo.

Massagem significa interação. Quando você se massageia, todo o seu corpo participa dessa massagem: uma relação recíproca entre a mão e o músculo, ou o local massageado, gera sentimentos que estimulam interações por todo o corpo. A interação também ocorre entre níveis físicos e não-físicos da existência, estimulando certas energias que não se restringem aos limites do corpo, mas se propagam para o mundo ao redor.

A Massagem do Sentimento

Ao começar a massagem do Kum Nye, relaxe quaisquer ideias ou associações que possa ter sobre a prática, e vá além do nível de pensamentos e conceitos: vá para o nível da experiência. Explore plenamente cada sentimento, expandindo-o pelos seus sentidos e pensamentos. Você descobrirá diferentes tons de sentimentos, que podem ser ainda mais examinados. Ao entrar no sentimento, ele se expandirá em uma massagem interior. No início, o sentimento trará à mente várias imagens. Num nível mais profundo, ele será intensamente nutriente, sem imagens. Por fim, você se tornará o sentimento, sem nenhum vivenciador ou eu, apenas uma sensação de abertura e completude.

Para alcançar essa unidade de ser o sentimento durante sua massagem, você precisa expandir os limites da sua concepção habitual, vendo a si mesmo não como uma entidade individual composta de sistemas separados, mas como um ser integral intimamente conectado com o cosmo. Assim, quando pressionar um local no corpo, nenhuma outra parte do corpo, nem mesmo do universo, precisa ser excluída. Tudo se torna parte da massagem.

Retirado do livro Relaxamento Tibetano: Kum Nye – Massagem e Movimento, de Tarthang Tulku.

Para os interessados em aprender sobre essa técnica: no dia 14/09, quinta-feira, começa o módulo 2 do curso Kum Nye e Automassagem. Para saber mais, clique aqui. Não há problema em fazer o módulo 2 sem ter feito módulo 1.