Nossa Relação com a Terra

Leia nesse post uma perspectiva budista sobre o
grande desequilíbrio ambiental que vivemos atualmente.

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Como vida inteligente neste planeta, nós temos a obrigação de cuidar da terra como um todo. Nós compartilhamos o mesmo espaço e tempo com outras espécies vivas e interagimos com a atmosfera, os oceanos e o meio ambiente.

Contudo nós não consideramos essas outras formas de vida como nossos amigos próximos. Levados pela velocidade e pelas pressões da era tecnológica, nós negligenciamos o mundo natural e nos esquecemos de como respeitá-lo. Essa ausência de respeito se tornou crucial hoje em dia, um claro reflexo da nossa confusão humana e falta de compreensão.

stockvault-global-warming138017Desconectados da grandiosidade do cosmos, sem consciência de determinados reinos inteiros da natureza, nós nos tornamos destrutivos sem compreensão do estrago que estamos fazendo. A destruição da natureza reflete na consciência humana, que se torna mais escura e mais nublada, como a atmosfera poluída envolvendo nosso planeta.

A vida moderna parece não acomodada e inadequada ao planeta e aos seres humanos de várias formas. O nosso desconforto, entretanto, não nos ajuda necessariamente a entrar em harmonia com a natureza; os sentimentos de frustração ou confusão podem apenas aumentar nossa falta de cuidado com nós mesmos e com nosso mundo.

Nós estamos gradualmente exaurindo os nossos recursos internos e externos. O coração humano se sente exausto, a luz da mente parece se tornar fraca. Será que nós poderíamos eventualmente perder a luz que pertence à linhagem natural do ser humano? A luz é essencial para o nosso ser desabrochar. Como uma flor com as pétalas se abrindo à luz do sol, o broto do coração humano se abre para a beleza, enquanto a luz transmite esta beleza.

Retro tulipsSeparados da beleza e da alegria, as nossas vidas perdem sua graça e seu ritmo natural. O próprio tempo parece mais rápido e mais pesado, nos pressionando e controlando. Internamente, nos sentimos traídos.

Nós não podemos reverter o que já aconteceu, mas nós podemos evitar que padrões negativos se repitam no futuro se nós desenvolvermos uma perspectiva mais ampla e mais profunda, uma forma mais livre de pensar. É chegado o tempo de explorar a conexão entre os ambientes interno e externo, de descobrir as causas da poluição interna e de desenvolver apreciação, em vez de agressão. Se nós descobrirmos uma melhor forma de encorajar sanidade e integridade genuínas, poderemos também encontrar uma nova abordagem para com o meio ambiente.

Da mesma maneira, a apreciação que desenvolvemos pelo nosso mundo natural nos ajudará a encontrar uma abordagem mais equilibrada e sadia com nós mesmos. Tratando a natureza com reverência e apreciação, talvez possamos aprender a nos tratar da mesma forma.

Para os que se interessaram no assunto: o curso de 6 aulas A natureza como porta para abrir o coração explora essa relação entre a natureza e o nosso bem estar. Início 24/05!

 


Retirado do livro Jardins de Mandala, inspirado por Tarthang Tulku, 1992 – Dharma Publishing